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Consórcio de serviços: uma boa opção?

O que surgiu como uma solução para a compra de imóveis e veículos, o consórcio parece estar chamando a atenção do brasileiro em uma nova modalidade, a dos serviços. As pessoas estão apostando nesta forma de financiamento para pagar reformas, cirurgias plásticas, cursos, festas e viagens.

A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac) deu o alarme sobre a novidade quando divulgou que, entre janeiro e abril deste ano, o volume de crédito comercializado via consórcio de serviços foi de R$ 60 milhões – o que representa crescimento de 126% na comparação com o mesmo período do ano passado.
A fórmula é mesmo atraente e o varejo bancário já tratou de aumentar a oferta do produto. Como toda modalidade de financiamento, serve a perfis específicos de pessoas, ou seja, não é para todo mundo. Mas mais do que isso: algumas armadilhas do consórcio de serviços podem trazer prejuízos e literalmente estragar a festa.

A ideia de fazer um autofinanciamento com parcelas confortáveis e que cabem mais facilmente no orçamento mensal parece muito boa. Sem contar que o serviço poderá ser pago à vista, o que pode render descontos. E quando comparado ao consórcio para compra do imóvel, por exemplo, a aquisição do serviço fica mais interessante porque, diferente do imóvel, enquanto se espera não será necessário gastar com algo semelhante, como acontece com as despesas de aluguel.

Fazer essa que alguns bancos chamam de poupança programada é uma operação que requer, no mínimo, muito planejamento e visão de longo prazo. Ter uma formatura programada para acontecer em dois e entrar em um consórcio para custear as despesas com a festa tendo o risco de não fazer a quitação a tempo ou apostando em dar um lance sem garantias pode significar o fim da festa e que se está pagando para poupar. É uma poupança forçada que pode custar caro.

A fragilidade do sistema do consórcio de serviços ainda faz com que seja visto com reservas pelas próprias administradoras, por isso não são muitas as que o oferecem. E o principal motivo é que não existe uma garantia tão sólida como um apartamento ou um carro. O consumidor deveria usar o mesmo recurso dos argumentos racionais, como fazem as empresas, e, antes de entrar na aventura de um consórcio de serviço, fazer a si mesmo uma pergunta para resposta sincera: será que eu não consigo me disciplinar a guardar dinheiro sozinho?

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